O Ministério Público do Maranhão se manifestou a favor da substituição das prisões preventivas decretadas na Operação Tântalo II por medidas cautelares. A manifestação foi enviada à 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, que ainda irá decidir sobre o caso.
Entre os investigados está o prefeito de Turilândia, Paulo Curió, apontado pelas investigações como um dos articuladores do esquema. Apesar de defender que os investigados respondam ao processo em liberdade, o Ministério Público foi claro ao afirmar que o prefeito deve continuar afastado do cargo, para evitar prejuízos ao interesse público e interferência nas investigações.
De acordo com o parecer, o grupo investigado atuava desde 2020 em um esquema organizado de fraudes em licitações, uso de empresas de fachada e movimentações financeiras irregulares, com o objetivo de desviar recursos públicos. Parte do dinheiro teria sido usada para despesas pessoais e para garantir apoio político, reduzindo fiscalizações sobre a gestão municipal.
O Ministério Público destacou que as prisões foram legais e necessárias no início das investigações. No entanto, com o avanço das apurações e a coleta de provas, entendeu que a prisão deixou de ser indispensável neste momento.

Além do prefeito, o parecer também beneficia empresários, servidores públicos, vereadores e operadores financeiros, que poderão responder ao processo em liberdade, desde que cumpram medidas restritivas, como comparecimento à Justiça, proibição de contato entre investigados e manutenção do afastamento de cargos públicos.

