A Executiva Estadual do PSB no Maranhão decidiu, em reunião realizada nesta semana, pelo desligamento do deputado estadual Edson Araújo dos quadros do partido. A decisão ocorre após um período prolongado de desgaste político, marcado por investigações e episódios de ampla repercussão nacional.
O parlamentar é investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que apura supostas irregularidades em sistemas oficiais e concessões de benefícios previdenciários. Como parte das apurações, Araújo já foi alvo de mandados de busca e apreensão, apreensão de valores em espécie e uso de tornozeleira eletrônica.
No Congresso, o caso ganhou força após a CPMI do INSS autorizar a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático. Dados oficiais revelam que, em apenas seis meses (início de 2025), o deputado movimentou mais de R$ 18 milhões por meio de múltiplas contas. Uma delas registrou cerca de R$ 5 milhões no período.
Entre maio de 2023 e maio de 2024, Edson Araújo recebeu aproximadamente R$ 5,4 milhões da Federação das Colônias de Pescadores do MA — entidade investigada por repasses da Confederação Brasileira de Trabalhadores da Pesca, da qual ele é vice-presidente.
Os valores chamam atenção ao serem contrastados com sua renda mensal líquida (R$ 25,3 mil em dez/2025) e o patrimônio declarado em 2022 (R$ 939,5 mil).
Nos bastidores, dirigentes do PSB avaliam que as investigações são incompatíveis com os valores do partido no estado. A medida visa preservar a legenda de novos desgastes, sem antecipar decisões judiciais — que seguem em curso.
A expulsão tende a abalar o cenário político maranhense e influenciar futuros rearranjos partidários na corrida eleitoral que se aproxima.

